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- O
bloco carnavalesco Pinto da Madrugada nasceu de uma associação de
amigos, profissionais liberais e
professores universitários, independentes financeira e
politicamente, cujo principal elo entre os
mesmos neste projeto foi, e é, o apego às tradições
culturais de sua terra, especificamente aquelas
ligadas ao carnaval.
- O
Bloco sempre teve como meta primordial o resgate dos
nossos mais autênticos festejos de Momo, fosse nas
trilhas musicais (com ênfase ao incentivo a novos
compositores e frevos ou à recuperação de antigas e
esquecidas músicas do cancioneiro carnavalesco caeté),
fosse na total abertura à participação popular,
desde que o Bloco nunca cogitou restringir essa
integração, fosse através de cordas ou qualquer outro
instrumento restritivo.
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O
Bloco, em sua primeira apresentação pública,
a Cerimônia de Batizado, ocorrida em janeiro de
2.000, homenageou as grandes figuras que contribuíram
com o carnaval na história de Alagoas. Ali receberam a
“Comenda da Ordem do Pinto“ ilustres
representantes do nosso gentio no carnaval, como o folião
Prego, o maestro Manezinho,
o radialista Edécio Lopes, muitos dos quais estariam
definitivamente esquecidos, caso não existisse a
iniciativa do Pinto da Madrugada. Essas justas
homenagens têm se repetido rotineiramente a cada aniversário.
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Estandarte do Bloco
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- Na
Cerimônia do Batizado, prestigiada pelo seu padrinho
– o Bloco de Máscaras Galo da Madrugada de Recife,
que aqui compareceu representado por seu estandarte,
guarnecido por um formidável grupo de passistas,
trazido em pessoa por seu presidente e fundador Eneias
Freire, teve ainda participando de sua comitiva outras
figuras ilustres do carnaval maurício, como o
ex-ministro Gustavo Krause, um consagrado folião
pernambucano. Naquela ocasião, uma belíssima manhã de
Domingo, tendo como palco a avenida Sílvio Viana, a
população presenciou, participou e aplaudiu um espetáculo
inusitado entre nós: a Cerimônia
de
Batismo do Estandarte, quando os dois estandartes (o do
Galo da Madrugada, padrinho e o do Pinto da Madrugada, o
afilhado) se
encontraram sob o forte sol da manhã, acompanhados,
ambos, por uma guarnição de primorosos passistas, ao
som dos mais amados frevos do carnaval brasileiro.
- No
seu primeiro desfile, uma semana após o batizado, o
Bloco manteve a sua proposta de ser uma agremiação
aberta a quem dela quisesse participar, tivesse
adquirido ou não a camiseta ao custo módico de R$ 10,00 (dez) reais. Uma concentração às seis horas da manhã
foi animada pelos “Seresteiros da Pitanguinha “,
conhecido e aclamado grupo de músicos amadores,
e o desfile propriamente dito foi inicialmente
esquentado pelo maestro Manezinho e depois conduzido
pela Banda Vulcão da Polícia Militar de Alagoas,
agraciada pela presença de um coral regido pela
maestrina Fátima. Naquela ocasião, cerca de 5.000 foliões
estiveram na avenida em perfeita e total harmonia do
começo até o fim do desfile.
- Desde
então, o Bloco só tem crescido, angariado amigos,
simpatizantes e participantes, não só oriundos de
Alagoas, como vindos de diversos outros estados da região,
atraídos pela proposta original de um séquito de
orquestras, todas no chão, em contato direto com os
foliões, que cantam e dançam ao som de frevos e
marchinhas tão apreciadas pela população.
- Do
primeiro desfile – que contou apenas com a orquestra
Vulcão --, até o último em 2002, que já
disponibilizou o total de 10 orquestras, o Bloco tem
procurado oferecer ao crescente número de foliões o
que possuímos de melhor. Assim, a participação das
orquestras de diversos municípios alagoanos tem sido
fundamental para a sobrevivência e soerguimento das
mesmas, as quais têm atualmente, como
principal atividade, a participação no desfile
anual do Pinto da Madrugada.
- O
terceiro desfile do Pinto da Madrugada, em 2002, já
contou com um público participante, calculado pela Polícia
Militar, de 25.000 pessoas, o que já consagra o bloco, não
só como o maior de Alagoas, como o terceiro maior do
Brasil. Para glória de todos os alagoanos, os desfiles,
a cada ano, atraem mais jovens e tem se pautado, não só
pela participação, descontração e alegria, como pela
confraternização e harmonia, não se registrando até
agora, e certamente não se registrará, nenhum episódio
de violência. Teremos em 2003, 15 orquestras na
avenida, todas tocando para que cantemos as músicas que
tanto nos emocionam e encantam.
-
Sejam
bem vindos ao Pinto da Madrugada! Venham cantar, dançar,
confraternizar e se alegrar com os amigos, sob o cenário
extraordinário da Pajuçara e da Ponta Verde e que seus
mais recônditos sonhos de carnaval sejam realizados!
- Até lá,
nós os esperamos de braços abertos e com o frevo
no pé!
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